poema 1
ras
rindo apanhei-me sozinha. justamente, quando o sol sorrateiramente raiava. ruminei atrapalhada de sereno. ao remar arquejante de suor. rosada aspirei de soslaio. rejeitando aquele sorvete. raivosa aceitei a sorte e risonha apareci de surpresa.
poema 2
paredes
percoooooooooorrrrrroooooooooo
os cômodos da casa vazia.
observo as paredes e noto a passagem do tempo impressa nelas.
penso:
quantas histórias estas paredes guardam?
se fossem visíveis seriam como uma tatuagem.
continuo explorando as paredes em busca de algo.
algo que não sei bem o que é. por um instante fecho os olhos. apalpo o espaço.
paro
diante de uma cicatriz. meu coração palpita de felicidade. ao abri-los encontro o que procurava.
Sorrio!
sabia que aquelas paredes me transportariam no tempo.
poema 3
tiempo involunta-(rio)
mejor[[ar]] a la extensión
por tiempo involunta -
(rio)
,
me-diante
,
, des-canso
rot
-
ativo
, y
cole-ctivo

sensível existência!, é um misto de fantasia digladiando com a realidade. o trabalho perpassa de forma poética na questão do albinismo e sua sensibilidade/força humana.
Rosilene Souza, mineira, desenvolve pesquisa nas linguagens artísticas: colagem, escrita criativa, deficiência visual e fotografia. Participa de exposições, feiras e mostras de Arte. Tem trabalhos artísticos e literários publicados em revistas: 4ª edição do Projeto Mão & Obra Alinhavos; 50ª edição – LiteraLivre, conto desfoque!, dentre outros, catálogos, blogs, sites e livros. Participou das coletâneas: Minicontos Infantis Philia “Coisas de Meau!”; Selo Off Flip, Antologia Terra, poesia apropriações pó-ÉTICAS da semana de 1922, 2025; Do corpo ao corpus, organizada por Edna Domenica Merola, 2022; Ninguém escreve por mim, organizada por Claudio Carvalho, 2024. 2022, o vídeo desfoque!, premiado no Festival do Minuto. Em 2024 e 2025 publicou contos e ilustrações no Café Literário Notibras.


